Mostrando postagens com marcador mpel5. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mpel5. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

My PLE

A construção da representação gráfica de meu Personal Learning Environment (PLE) conduziu-me a pesquisar várias soluções que pudessem auxiliar na explicação sobre como seria na prática meu ambiente de aprendizagem pessoal. Iniciei pela leitura dos textos recomendados na UC PPEL do Mestrado MPEL5 acerca do assunto, anotei as idéias centrais, busquei na Wikipédia a definição de PLEs “são sistemas que ajudam os alunos a terem controle e a gerirem a sua aprendizagem sendo suportado pelos artefatos tecnológicos”.

Vários motores de busca foram usados no intuito de encontrar um caminho racional para desenhar o PLE de modo objetivo e funcional e encontrei no Cacoo.com elementos que permitiram a construção da representação do my ppel. Percebi o enorme avanço pelas inúmeras possibilidades trazidas pela Internet e a Web 2.0.

Selecionei um modelo composto de três conjuntos em que agrupei no primeiro conjunto nomeado de hardwares (equipamentos e móveis) necessários ao acesso à pesquisa, no segundo conjunto organizei as ferramentas que promovem o network (ring network, firiwall, earth, secure, brouser e file) e no terceiro conjunto abriguei os serviços da Web 2.0, em especial, os de uso mais frequente (delicious, diigo, twitter, facebook, google, yahoo...).



Continuei minha pesquisa acerca dos PLEs e encontrei uma solução bastante interessante a qual simulei uma segunda construção de PLE, porém com outras possibilidades de recursos oferecidos pelo Symbaloo. Após a organização de meu ambiente de aprendizagem pessoal fiz um print screen da página principal e achei interessante divulgar nesse espaço.











Bibliografia Anotada

2º Texto: Ambientes de Aprendizagem Personalizada dirigidos a adultos emergentes para ultrapassar as fronteiras ao conhecimento entre esferas de actividade.
Autores: Elvis Mazzoni e Pietro Gaffuri
http://www.elearningeuropa.info/pt/article/Ambientes-de-Aprendizagem-Personalizada-dirigidos-a-adultos-emergentes-para-ultrapassar-as-fronteiras-ao-conhecimento-en
(postado - 30/09/2009 e acessado - 10/11/2011)

A minha escolha por esse segundo texto deveu-se a motivação pela continuidade da minha pesquisa acerca da importância dos PLEs na aprendizagem dos adultos e também para complementar o trabalho proposta na UC PPEL do Mestrado MPEL5.

Os autores abordam a importância da organização de um ambiente de aprendizagem personalizada suportada pelos artefatos da Web 2.0 para apoiar a aprendizagem de adultos. Fazem uma delimitação da idade adulta emergente como um período de transição entre a idade adolescente e a idade adulta, momento em que surgem uma avalanche de novas formas de relacionamento e necessidade de construção de novos conhecimentos para atuar no mundo do trabalho. Assim sendo, faz-se necessário a organização de uma plataforma em que o indivíduo possa recorrer ao longo de sua vida em busca do saber para empregá-lo em sua vida.

O texto aborda a constante renovação dos conhecimentos tendo em vista a revolução tecnológica e as inovações surgidas nos últimos tempos conduzindo a novos modos de ensinar e aprender bem como de relacionar-se em busca de novas amizades e manutenção das já construídas, e para isso, os autores em questão, buscam entendimento nos estudos de Steinfilled, Ellison & Lampe, 2008, e nas contribuições de Connolly, Furman & Konarksi, 2000 e Montogomery, 2005.

Ao longo do texto, os autores fazem referências as contribuições e diferenças entre a Web 1.0 e a Web 2.0 na usabilidade comunicacional e o quanto que os artefatos da Web 2.0 como wikis, bloguese outros podem possibilitar o gestão da própria aprendizagem.

Bibliografia Anotada

1º Texto: Envolvendo os alunos na gestão da sua própria aprendizagem
Autora: Malinka Ivanova & Tatyana Ivanova - Profª da Universidade Técnica - Sofia
http://www.elearningeuropa.info/pt/article/Envolver-os-estudantes-na-gest%C3%A3o-da-sua-pr%C3%B3pria-aprendizagem (postado - 21/09/2010 e acessado - 18/10/ 2011)

As autoras abordam a importância de se desenvolver habilidades e competências para gerir o próprio estudo. Faz referência a urgência, da Universidade, dotar seus estudantes de ferramentas que promovam o aprendizado ao longo da vida no sentido de manter-se atualizado no percurso da carreira. Cita a experiência de aprendizagem de usar a página Netvibes e as vantagens da utilização desse recurso no contexto das estratégias de ensino e solução técnica, implementando um modelo para comunicação entre o Sistema de Gestão da Universidade Learning Management System (LMS) e Personal Learning Environment (PLE).

O texto aborda o acompanhamento da construção do PLE pelos estudantes de Ciência da Computação e Eletrônica em que verifica-se o uso do Netvibes no contexto de aprendizagem de modo a buscar nessa ferramenta, contribuições para facilitar a gestão dos estudos.

As autoras deixam claro que um PLE precisa fornecer ferramentas necessárias à construção da aprendizagem autodirigida, bem como à facilidade de interação entre os membros em questão.

Quanto à relação do PLE e o Netvibes é tão somente para facilitar o trabalho do aluno quanto à seleção das soluções da Web 2.0 no que tange aos aspectos de aprendizagem.

Fica evidente que para definir uma plataforma de PLE como extensão do LMS é necessário método e organização, contendo elementos nomeadamente fundamentais como: quadro Mashable (variedade de software); aplicativos online de fácil acesso e de livre hospedagem; personalização acentuada, propiciando mobilidade e liberdade para gerenciar as atividades conforme necessidade; orientação para interatividade e comunicabilidade com os colegas, professores e seguidores; interface gráfica localizada e traduzida na língua de uso comum (no caso em questão foi selecionada a búlgaro).

Outra solução interessante apontada pelas autoras foi a seleção da página Wikipédia, 2010 como complemento tendo em vista o vasto volume de informações sobre o assunto para pesquisa dos alunos.

Para além de esclarecer a construção de um PLE de forma enxuta, objetiva e funcional o texto mostra por meio de tabelas, a funcionalidade e a interatividade dos alunos no decorrer do processo de ensino aprendizagem e o quanto essa metodologia contribui para melhoria da educação.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Papel do Professor em Contexto Online

As contribuições de CASTELLS, (1999) em Sociedade em Rede o surgimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) mudam a relação entre professor e aluno e imprimem novo ritmo no contexto educacional. No novo cenário, a prática docente transpõe os limites de sala de aula e até geográficos, de modo que professores e alunos não precisam estar, ao mesmo tempo, em um mesmo espaço para que se constitua um ambiente de ensino aprendizagem estimulante e interativo.

Na Era da Informação faz-se necessário repensar o que afirma Castells (2001) “a cultura da virtualização real” se faz presente, o agora e não mais o daqui a algum tempo, como foi antes do surgimento da Internet. É salutar entender que contribuições da Cibercultura LEVY (1999), podem trazer para o ambiente educacional no intuito de desenvolver habilidades e competências necessárias aos estudantes do século XXI, de modo que os mesmos extrapolem os muros escolares e produzam os seus saberes.

As reflexões anteriores remetem ao repensar do processo educacional, em especial seus ambientes de aprendizagem e no papel do professor que atuará no novo contexto.Assim, no novo ambiente o professor precisa organizar o processo ensino aprendizagem, estimular, orientar, apoiar a aprendizagem contínua, antecipar dúvidas, propor previamente alternativas, construir textos e atividades de tal modo que, sem a presença do professor, o aluno se torne capaz de gerenciar sua aprendizagem, num processo de autonomia, criticidade e criatividade para construir e compartilhar novos conhecimentos.


Nesse contexto, Garrison, Anderson e Archer (2000) propõem o modelo “Comunidade de Investigação” para estudar a aprendizagem colaborativa. O modelo preconizado por Garrison et al. (2000) possui três componentes, sendo o primeiro componente, a Presença Cognitiva, delineada pelo desenvolvimento de habilidades do pensamento crítico através de comunicação dialógica e a condição dos alunos serem capazes de construir e confirmar significado através da reflexão e do discurso sustentado. O segundo componente, a Presença Social, é a capacidade dos participantes de um determinado grupo projetarem suas características pessoais e apresentarem-se para os outros participantes. O terceiro componente, a Presença de Ensino, atribuídas aos professores nos ambientes educacionais.


Assim sendo, as instituições de ensino, ao organizarem seus cursos precisam compreender os meandros de um novo modo de aprender a aprender e, desse modo, tornar o processo educativo interessante, instigador e profícuo, capaz de formar pessoas com habilidades e competências necessárias à contemporaneidade.

O papel do professor online é muito mais o de facilitar, mediar, motivar o processo de ensino aprendizagem, em que o aluno constrói o seu próprio saber em colaboração com seus colegas que estão fisicamente distantes, porém conectados em rede, do que simplesmente o transmissor de conhecimentos como na sociedade passada. Por isso, é fundamental que o professor, o aluno e outros atores de um curso online, sejam orientados no que se refere ao novo comportamento que deverá assumir no que tange aos estudos. Faz-se necessário informá-los do que se espera de cada um no processo para que se concretizem, efetivamente, os objetivos da aprendizagem

Moore (1993) estabeleceu o conceito de distância transacional como sendo o espaço psicológico e comunicacional que surge com separação de alunos e professor na educação à distância. A separação entre professor e alunos conduz a padrões especiais de comportamento que afetam profundamente o ensino e a aprendizagem. Faz surgir um espaço psicológico e comunicacional a ser transposto, com grande potencial de mal-entendidos entre as intervenções de professor e alunos.

Salmon (2000) define algumas caraterísticas do e-professor, como sendo: um excelente professor, que apresenta conhecimento suficiente do assunto, com isso transmite entusiasmo para os alunos e motiva a aprendizagem, tem um conjunto de atividades de aprendizagem à sua disposição para orquestrar, motivar e avaliar a construção do saber de forma eficaz, apresenta habilidade técnica para navegar no mundo virtual e assim, contribuir de modo eficaz no contexto online.


Como reflexão, esse estudo tenta apresentar as implicações que o professor enfrenta no contexto online e para isso, precisa mudar paradigmas em relação ao processo ensino aprendizagem. O presente estudo não se encerra com a finalização dessa reflexão, faz-se necessário continuar pesquisando sobre a atuação do professor no contexto online, bem como as implicações desse contexto com vistas ao aperfeiçoamento do processo educativo nessa modalidade de ensino aprendizagem.


Referências Bibliográficas

CASTELLS, Manuel. A Galáxia da Internet: Reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. p 244. 2001.

GARRISON, DR, Anderson, T., & Archer, W. (2000). Investigação crítica em um ambiente baseado em texto: A conferência por computador no ensino superior. A Internet e Ensino Superior, 2 (2-3), 87-105.

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro:1993, p. 34.

______. Cibercultura. São Paulo.1999.
MOORE, Michel e KEARSLEY, Greg. Educação a Distância: Uma visão integrada. Editora Thomson Learning. São Paulo. 2007.

SALMON, Gilly (2000). E-Moderating: the key to teaching and learning online. London: Kogan Page.
SALMON, Gilly (2002). Modelling the craft of the e-moderator. European Journal ofEngineering for Information Society Applications 4(3).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pedagogia e-Learning


A revolução tecnológica ocorrida nas últimas décadas e o advento da Internet nos 90 do Século XX, mudaram exponencialmente os meios, os métodos e ferramentas para construção do saber. Um determinado conhecimento que antes demorava em torno de trinta a quarenta anos sem muita alteração, agora é medido em meses e anos, conforme afirma (Gonzalez, 2004).

E nesse contexto surgem novas maneiras de ensinar e aprender, que corroboram a necessidade de repensar as teorias de aprendizagem e novos modos de organizar os conteúdos, bem como os ambientes de aprendizagem apropriados ao cenário virtual.


As teorias como Behaviorismo, Cognitivismo e Construtivismo são as que mais contribuem para a organização de ambientes instrucionais, SIEMENS (2004), muito embora, foram desenvolvidas numa época em que a aprendizagem não sofria a interferência acentuada da tecnologia.

Para esse novo cenário, SIEMENS, 2005 cita em seu artigo A Teoria de Aprendizagem para Idade Digital, o Conectivismo,“como possibilidade de uma nova teoria que incorpora a integração de princípios explorados pelo caos, a complexidade da rede, e auto organização e teorias”. Surge então, a contribuição de um novo olhar para o modelo educacional capaz de cumprir o papel da educação no mundo virtual.

Nesse meandro surge a expressão learning organization que significa “organizações que têm capacidade de aprender, renovar e inovar continuamente, conforme contribuição de Peter Senge (Wikipédia, 2006), cujo conceito reforça a importância de repensar a maneira e os modos de organizar a aprendizagem.


Na sequência, Anderson (2005) descreve em seu artigo “ ensino no contexto online” um um estudo feito pelo Garrison, Anderson e Archer, (2000) em que vê a possibilidade de organizar uma comunidade educativa envolvendo três eixos fundamentais contendo as presenças: cognitiva, social e do ensino. A presença cognitiva no ambiente de aprendizagem propicia o desenvolvimento das habilidades de pensamento crítico e a pretensão epistemológica do saber (MacPeck, 1990).


A construção do saber, nos novos tempos, requer uma boa organização do ensino num ambiente de aprendizagem estimulador com arranjo arrojado e recheado de ferramentas virtuais que possibiltem o contato com texto, som, imagem e o acesso ao inúmeros repositórios de conteúdos das melhores bibliotecas do mundo de modo a confrontar a opinião de diversos autores acerca de um determinado assunto. A outra preocupação constante é com desenvolvimento da autonomia do estudante para que o mesmo gerencie sua própria aprendizagem. Nessa modalidade de ensino o aluno é o centro das atenções e tudo é pensado visando ao sucesso de sua aprendizagem.

O contexto online permite a organização do estudo do ponto de vista da flexibilidade do horário e local, pois pessoas de diferentes lugares e nacionalidades poderão se encontrar para trocarem e construirem novos saberes, promovendo assim, a interação educacional, num ambiente organizado pelo aparato digital que possibilita a interatividade e produção dos saberes.


O ambiente online é desafiador no que tange as inúmeras ferramentas da Web 2.0, criada por Tim O’Reilly em 2004, permitindo a atuação do aluno de modo síncrono e assíncrono de interação no processo ensino aprendizagem. Nesse novo ambiente educacional o aluno tem à disposição uma infinidade de aplicativos e softwares que lhe possibilita fazer perquisa e construir seus conhecimentos.


Tendo em vista, a pedagogia e-learning faz-se necessário citar Wenger, (1990), em que afirma que e-learning 2.0 é uma comunidade prática caracterizada por um domínio compartilhado de interesses em que os membros interagem e aprendem juntos. Assim sendo, conta com a tecnologia dominante, o sistema de gestão da aprendizagem (LMS), para gerenciar a aprendizagem (Stephen Downes, 2005).


Nesse sentido, a criação da Internet vem coroar a inventividade de um novo modelo educacional capaz de extrapolar fronteiras e derrubar as inúmeras barreiras que existiam há bem pouco tempo, pois permite que o aluno trabalhe por conta própria e ao seu ritmo de percepção, entretanto consegue vencer e manter-se atualizado ao longo da vida.

Sabe-se que o mundo e-learning encontra-se em contrução mas muito já se avançou no intuito de possibilitar a aprendizagem autônoma compatível com a evolução da sociedade.


Referências:


Anderson, T (2004). Teaching In An Online Learning Context. Keywords: teaching online learning. Issue. Publisher: Athabasca University.

Anderson, T. (2008). Rumo a uma teoria de aprendizagem online. Em T. Anderson(Ed.), Teoria e Prática da Aprendizagem On-line, 2 ª ed. (Pp. 45-74).Edmonton, AB: AU Press.

Anderson, Terry & Dron, Jon (2011). Three generations of distance education pedagogy. IRRODL. http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/view/890

SEIXAS, Carlos Alberto, MENDES Isabel Amélia Costa. e- Learning e educação a distância: guia prático para implantação e uso de sistemas abertos. Editora Atlas. São Paulo. 2006.
DEMO, Pedro. Educação de hoje. Novas tecnologias, pressões e oportunidades. Editora Atlas. São Paulo. 2009.

SIEMENS, George (2004). Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age. elearnspace. http://www.elearnspace.org/Articles/connectivism.htm

DOWNES, Stephen (2007). Web 2.0 and Your Own Learning and Development. Stephen's Web. Comunicação online para o British Council, Londres, UK.